Aqui se juntam as melhores e conhecidas rodas do país. Com o auxílio e a compreensão dos amigos, bem como as experiências e andanças, aos poucos transformamos isso numa boa dica para os nossos pontos de encontros.
A roda é a profunda manifestação da alma brasileira, seja ela de choro, de samba, de coco, de ciranda, de embolada ou de qualquer história. Numa roda se canta, se bate palma, se aprende, se ouve a história, se comunga, se faz laços e se cria o respeito.
Com muito carinho, reservo este espaço (do site e da vida) para a manifestação maior da cultura brasileira.
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SP
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BAR DO CIDÃO - R. Deputado Lacerda Franco, 293, Pinheiros, 3813-3111, São Paulo
Programação musical quase diária.
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BAR DO ALEMÃO - Av. Antártica, 554, Barra Funda, São Paulo
programação musical diária.
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EMPÓRIO DO NONNO - Av. Albino José Barbosa de Oliveira, 1128, Barão Geraldo, Campinas
Roda de choro as segundas.
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Tradicional roda do Bar do Alemão. Na foto, Jorginho Cebion (tamborim), Paulo Vanzolini, Zé Rui (bandolim), Osvaldo da Cuíca, Serginho Arruda (violão), João Borba, Karina Ninni e Paulinho Grassman (percussão).

Roda durante o III Festival de Choro de S. Pedro - SP. Na foto, Pedro do Contrabaixo, Pedro Franco (bandolim), Antonio Rocha (flauta), Marcílio Lopes (bandolim), Cristóvão Bastos (escaleta), Zé Rui (violino), Proveta (clarinete), Cesar Carrilho (Guarda Belo, na bronca e no gogó), Márcia do Pandeiro, Paulo Aragão (violão) e tantos outros.

Roda no Bar do Alemão, 2007. Na foto, Josel Boer, João Borba, Raphael Moreira, Eduardo Gudin e Zé Rui.
Roda de Choro (Paulo Cesar Pinheiro)
O Choro é como Um vestido de roda Que não segue a moda, Que a moda não dura. O seu tecido É de fino novelo Parece um modelo Da alta-costura.
O cavaquinho Pesponta por dentro Alinhava no centro O bordado da flauta, E o sete cordas, Exímio na linha, Remata a bainha Da barra da pauta.
Os violões Vão tecendo a fazenda Com tramas de renda Feito um trancelim, Enquanto o molde Do Choro é cortado Pelo dedilhado De um bandolim.
O alto-relevo Suave do pano Quem faz é o piano Com a ponta do fio, E o acordeon Recorta a Silhueta Quando a clarineta Desenha o feitio.
O trombone chega Trazendo enfeites, Botões e colchetes E uma pala nova, Depois o sax Ajeita o bordado E ajusta do lado Pra última prova.
É o pandeiro Que dá o caimento, Faz o acabamento Com fecho de ouro. E não tem moda Que faça um vestido De fino tecido Mais lindo que o Choro.
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